Neste artigo
Diagnóstico e Conduta
Anafilaxia é emergência médica: reação alérgica sistêmica potencialmente fatal. Diagnóstico CLÍNICO — não esperar exames! Saiba mais sobre PCR/ACLS.
- Critério 1: início agudo (minutos a horas) com envolvimento de pele/mucosa (urticária, prurido, edema labial/língua) + pelo menos 1: comprometimento respiratório (dispneia, sibilos, estridor) OU queda de PA (hipotensão, síncope)
- Critério 2: exposição a alérgeno provável + ≥ 2 dos seguintes: pele/mucosa, respiratório, PA reduzida, gastrointestinal (cólica, vômito)
- Critério 3: queda de PA após exposição a alérgeno CONHECIDO do paciente
Conduta imediata (em ordem)
- ADRENALINA IM: 0,3-0,5 mg (solução 1:1.000) na face anterolateral da coxa. PRIMEIRA e PRINCIPAL droga. Repetir a cada 5-15 min se necessário
- Deitar com pernas elevadas (se hipotensão). Se vômitos ou dispneia: posição sentada
- O2 suplementar (máscara não-reinalante)
- Acesso venoso + cristaloide 20 mL/kg rápido se hipotensão
- Adjuvantes (APÓS adrenalina): anti-histamínico H1 (difenidramina IV), corticoide IV (hidrocortisona) — previnem reação bifásica, não tratam o agudo
- Se broncoespasmo refratário: salbutamol inalatório
- Se edema de glote: preparar para intubação ou cricotireoidostomia
NÃO usar adrenalina subcutânea!
Via IM (vasto lateral da coxa) é a via de escolha — absorção mais rápida que SC. Via IV (adrenalina 1:10.000 em BIC) é reservada para choque refratário em ambiente monitorizado. Nunca SC na anafilaxia.