Neste artigo
Classificação e Prevenção
Pé diabético é a principal causa de amputação não-traumática no Brasil. Decorre de neuropatia periférica (sensitiva, motora, autonômica) ± doença arterial periférica (DAP). Saiba mais sobre DM2 no Revalida.
| Wagner | Descrição | Conduta |
|---|---|---|
| 0 | Pé em risco (neuropatia, deformidades, sem úlcera) | Educação, calçados adequados, inspeção diária, monofilamento anual |
| 1 | Úlcera superficial | Desbridamento, curativo, descarga de pressão, controle glicêmico |
| 2 | Úlcera profunda (tendão, cápsula, osso) | ATB se infectada, avaliar osteomielite (RX, RM, probe-to-bone) |
| 3 | Abscesso, osteomielite | Desbridamento cirúrgico + ATB IV. Vascular: avaliar revascularização |
| 4 | Gangrena localizada (dedos, antepé) | Amputação menor + revascularização se possível |
| 5 | Gangrena extensa | Amputação maior (transtibial/transfemoral) |
Exame do pé diabético na APS
- Monofilamento 10g (Semmes-Weinstein): teste de sensibilidade protetora em 4 pontos por pé. Insensibilidade = neuropatia
- Diapasão 128 Hz: sensibilidade vibratória (primeiro hálux)
- Palpação de pulsos: tibial posterior e pedioso. Se ausentes: ITB (índice tornozelo-braquial). ITB < 0,9 = DAP
- Inspeção: deformidades (Charcot), calosidades, fissuras, micose, úlceras, higiene
Questões de Endocrinologia
Pratique classificação de Wagner e exame do pé diabético.
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