Apendicite: Causa Cirúrgica Mais Comum

A apendicite aguda é a causa mais frequente de abdome agudo cirúrgico em todas as faixas etárias. O Revalida cobra o diagnóstico clínico, o uso criterioso de imagem e a indicação cirúrgica. Saiba mais sobre Abdome Agudo no Revalida.

Quadro clássico (sequência de Murphy): dor periumbilical → migração para FID (ponto de McBurney) → anorexia → náusea/vômito → febre baixa. Sinais: Blumberg (descompressão brusca dolorosa em FID), Rovsing (dor em FID à palpação de FIE), sinal do obturador e do psoas. Saiba mais sobre Colecistite no Revalida.

Diagnóstico e Escore de Alvarado

CritérioPontuação
Migração da dor para FID1
Anorexia1
Náusea/vômito1
Dor em FID à palpação2
Descompressão brusca +1
Febre (> 37,3°C)1
Leucocitose (> 10.000)2
Desvio à esquerda1

Total: 10 pontos. ≤ 4: improvável (considerar observação). 5-6: possível (TC recomendada). 7-8: provável (operar ou TC). ≥ 9: muito provável (apendicectomia).

TC de abdome com contraste é o exame de maior acurácia (sensibilidade > 95%). USG é alternativa em gestantes e crianças. A TC mostra apêndice > 6mm, realce de parede, borramento da gordura periapendicular, fecalito.

Apendicite complicada

Tempo de evolução > 48-72h ou presença de abscesso/massa palpável em FID sugere apendicite complicada (abscesso ou plastrão apendicular). Conduta: ATB IV ± drenagem percutânea. Apendicectomia de intervalo em 6-8 semanas (controverso — há tendência a não operar se resolução completa).

Tratamento Cirúrgico

Apendicite não complicada: apendicectomia videolaparoscópica (preferida) + ATB profilático (cefoxitina ou metronidazol + ceftriaxona — dose única perioperatória).

Apendicite complicada com peritonite: laparotomia + ATB terapêutico (piperacilina-tazobactam ou meropenem por 3-5 dias pós-op).

Questões de Cirurgia

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