Colecistite Aguda: Diagnóstico e Tokyo Guidelines

A colecistite aguda é a complicação mais comum da litíase biliar. Diagnóstico pelos critérios de Tokyo (TG18): (A) sinal inflamatório local (Murphy +, massa/dor/defesa em HCD), (B) sinal inflamatório sistêmico (febre, PCR/leucócitos elevados), (C) achados de imagem (USG: parede > 4mm, líquido perivesicular, Murphy ultrassonográfico). Saiba mais sobre Litíase Biliar no Revalida.

Definição: A + B + C = diagnóstico definitivo. A + B (sem USG) = diagnóstico suspeito. A USG é o exame de primeira escolha (sensibilidade > 90%). Saiba mais sobre Apendicite no Revalida.

Classificação de Gravidade e Tratamento

Grau (Tokyo)CritériosConduta
Grau I (leve)Sem disfunção orgânica, sem critérios de II ou IIIColecistectomia laparoscópica precoce (< 72h) + ATB
Grau II (moderada)Leucócitos > 18.000, massa palpável, evolução > 72h, complicação localColecistectomia precoce se condição do paciente permitir ou colecistostomia
Grau III (grave)Disfunção orgânica (hipotensão, alteração de consciência, IR, IC)Colecistostomia percutânea + ATB IV + estabilização

A colecistectomia laparoscópica PRECOCE (dentro de 72h da admissão) é preferida sobre a tardia. Estudos mostram menor tempo de internação e menor taxa de complicações. ATB empírico: ceftriaxona + metronidazol ou piperacilina-tazobactam.

Colecistite alitiásica

Colecistite SEM cálculos (5-10% dos casos). Ocorre em pacientes críticos (UTI), imunossuprimidos, diabéticos. Mortalidade > 30%. Diagnóstico: USG com sinais inflamatórios sem cálculos. Tratamento: colecistostomia percutânea de urgência.

Questões de Cirurgia Biliar

Pratique diagnóstico de colecistite com critérios de Tokyo e decisão sobre timing cirúrgico.

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