Dengue: Epidemia Brasileira no Revalida

A dengue é o tema de infectologia tropical mais cobrado no Revalida INEP. O Brasil é um dos países com maior incidência de dengue no mundo, e o INEP espera que o candidato domine a classificação de risco, reconheça os sinais de alarme e saiba conduzir a hidratação adequada. Saiba mais sobre Sepse no Revalida.

O Revalida segue as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, que utilizam a classificação revisada da OMS (2009): dengue sem sinais de alarme, dengue com sinais de alarme e dengue grave. Saiba mais sobre Meningite no Revalida.

A fase crítica da dengue (defervescência, dias 3-7) é a mais perigosa e mais cobrada. O candidato deve saber que a MELHORA da febre pode indicar PIORA clínica (início do extravasamento plasmático).

Classificação de Risco e Sinais de Alarme

Classificação OMS revisada (2009)

ClassificaçãoCritériosGrupo (MS Brasil)
Dengue sem sinais de alarmeFebre + 2 critérios (náusea, rash, mialgia, leucopenia, prova laço +)A (ambulatório) ou B (comorbidade/risco social)
Dengue com sinais de alarmeDengue + qualquer sinal de alarmeC (internação em leito de observação)
Dengue graveChoque, sangramento grave, disfunção orgânica graveD (UTI)

Sinais de alarme (decorar TODOS)

Regra de ouro para a prova

Se o paciente com dengue tem QUALQUER sinal de alarme, é Grupo C = internação obrigatória + hidratação IV. Não enviar para casa. A presença de um único sinal de alarme muda completamente a conduta.

Protocolo de Hidratação por Grupo

GrupoCritérioHidrataçãoLocal
ADengue sem SA, sem comorbidade60 mL/kg/dia VO (1/3 SRO + 2/3 líquidos)Ambulatório
BDengue sem SA + comorbidade, gestante, idoso, <2 anos60 mL/kg/dia VO até resultado do HtObservação até Ht
CDengue COM sinais de alarme20 mL/kg IV em 2h (repetir até 3x se necessário)Internação (enfermaria)
DDengue grave (choque)20 mL/kg IV em 20 min (repetir até 3x). Se refratário: albumina ou coloidesUTI

No Grupo C, após a fase de expansão (20 mL/kg em 2h), se houver melhora clínica (diurese, PA estável, Ht em queda), passar para hidratação de manutenção: 25 mL/kg em 6h. Se não melhorar, repetir expansão até 3 vezes.

No Grupo D (choque), se não responder após 3 expansões com cristaloide, iniciar albumina humana a 3% ou coloides. Hemácias concentradas se sangramento ativo ou Ht em queda com instabilidade.

Dengue Grave: Critérios e Manejo

A dengue grave é definida pela presença de pelo menos um dos seguintes:

O choque da dengue é HIPOVOLÊMICO (extravasamento plasmático), NÃO séptico. A conduta é reposição volêmica agressiva, NÃO vasopressores como primeira medida. Essa distinção é cobrada no Revalida.

Quando NÃO usar AAS ou AINEs

NUNCA prescrever AAS, ibuprofeno ou outros AINEs para pacientes com suspeita de dengue. Eles aumentam o risco de sangramento. O analgésico e antitérmico de escolha é a dipirona ou o paracetamol.

Prova do Laço e Exames Laboratoriais

A prova do laço é obrigatória em todo paciente com suspeita de dengue SEM sangramento espontâneo. Técnica: insuflar o manguito do esfigmo até o ponto médio entre PAS e PAD, manter por 5 minutos (3 min em crianças). Positiva se ≥ 20 petéquias no quadrado de 2,5 cm x 2,5 cm (ou ≥ 10 em crianças).

Exames essenciais

A plaquetopenia isolada NÃO é indicação de internação ou transfusão. Só transfundir plaquetas se sangramento ativo E plaquetas < 50.000 (ou < 20.000 sem sangramento mas com fatores de risco).

Questões de Dengue no Padrão Revalida

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