Hipertireoidismo: Quando a Tireoide Acelera

O hipertireoidismo é cobrado no Revalida com foco na doença de Graves (causa mais comum), diagnóstico diferencial e manejo da crise tireotóxica. A doença de Graves representa 60-80% dos casos de hipertireoidismo. Saiba mais sobre Hipotireoidismo no Revalida.

Quadro clínico: taquicardia, perda de peso apesar de hiperfagia, tremor fino, pele quente e úmida, intolerância ao calor, hiperdefecação, ansiedade, bócio difuso. Sinais específicos de Graves: oftalmopatia (exoftalmia), dermopatia (mixedema pré-tibial), TRAb positivo. Saiba mais sobre Nódulo Tireoidiano.

Diagnóstico Diferencial

CausaTSHT4L/T3TRAbCintilografia
Doença de Graves↓↓↑↑+Captação difusa aumentada
Bócio multinodular tóxico↓↑−Nódulos quentes, áreas frias
Adenoma tóxico (Plummer)↓↑−Nódulo quente único, restante suprimido
Tireoidite subaguda (De Quervain)↓↑ (transitório)−Captação BAIXA (destruição folicular)
Hipertireoidismo factício↓↑ (T4 ou T3)−Captação BAIXA + tireoglobulina baixa
Dica para a prova

Captação BAIXA na cintilografia + hipertireoidismo = NÃO é hiperprodução, é liberação de hormônio por destruição (tireoidite) ou ingestão exógena (factício). Não tratar com antitireoidiano — tratar com betabloqueador e observar.

Tratamento e Crise Tireotóxica

Tratamento da Doença de Graves

Crise tireotóxica (tempestade tireoidiana)

Emergência endócrina. Quadro: febre alta, taquicardia extrema, agitação/delirium, IC de alto débito, icterícia. Mortalidade 20-30%. Tratamento: PTU em dose alta (200mg 4/4h) → iodo de Lugol (após 1h do PTU) → betabloqueador IV (propranolol ou esmolol) → hidrocortisona 100mg IV 8/8h → suporte em UTI.

Ordem importa

Na crise tireotóxica, o PTU deve ser dado ANTES do iodo (1 hora antes). O iodo sem bloqueio prévio pode paradoxalmente piorar a crise (efeito Jod-Basedow).

Leia também

Recursos para sua preparacao